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As Novas Oportunidades e o perigo das generalizações

2011-12-09

Relativamente às notícias recentes sobre os Centros Novas Oportunidades “O Governo vai redireccionar a rede de Centros de Novas Oportunidades e parte do seu financiamento para o Ensino Profissional, mantendo apenas alguns destes centros com as actuais funções e com financiamento limitado aos que tiverem melhores notas” passo a fazer alguns comentários:
Alguns pressupostos acerca da Iniciativa Novas Oportunidades:
1- Contempla dois eixos distintos: Jovens (Sistema de aprendizagem, Ensino artístico especializado, curso de educação formação e sobretudo Cursos Profissionais) e Adultos que não concluíram o ensino secundário (percursos de educação e formação ou processos de reconhecimento, validação e certificação de competências);
2- Obtenção de resultados decorrentes da aposta no nível secundário de educação como patamar mínimo de qualificação da população portuguesa
Por outras palavras, as Novas Oportunidades albergam várias respostas para a formação escolar e profissional, sendo os Centros Novas Oportunidades centros de diagnóstico e orientação, porta de entrada para percursos de qualificação e não “locais de certificação”, com o objectivo de certificar rapidamente e sem critérios de qualidade uma população pouco qualificada relativamente aos parceiros europeus.
O Ensino Profissional faz parte da mesma iniciativa e poderá, se não houver a fiscalização correcta, contribuir para o objectivo referido sob o n.º2, com riscos de facilitismo e a mesma “falta de qualidade” de que acusam as iniciativas ligadas aos adultos, só que desta vez apostando nos mais jovens.
Na minha opinião é fundamental separar o “trigo do joio” e lutar pela qualidade em toda a Educação e Formação. Isto implica uma avaliação profunda de todo o sistema de ensino, dos alunos que através do ensino recorrente ingressam em Medicina, de todos os “disléxicos” deste país (com tempo suplementar na realização dos exames nacionais) que integraram ultimamente o mesmo curso, das escolas de referência com reforço nas disciplinas específicas ou ainda a proliferação de Universidades Privadas em que se obtêm diplomas, sem reprovações e com facilidades questionáveis. O mesmo se aplica obviamente aos Centros Novas Oportunidades, devendo existir uma fiscalização apertada da qualidade em detrimento das Metas, objectivos por vezes incompatíveis.
Tendo concluído aos 23 anos uma licenciatura em Direito na faculdade de Direito de Coimbra em 1986, à data olhava com estranheza os colegas trabalhadores estudantes, “velhos” de 30, 40 ou 50 anos, que apenas surgiam nos exames e pediam o apoio dos privilegiados que podiam ser estudantes no tempo e idade certa. Vinte e cinco anos de vida, dezasseis dos quais como professora do ensino Profissional e dois como coordenadora de um Centro Novas Oportunidades, compreendo-os finalmente.
Num País caracterizado por décadas de elevados níveis de iliteracia/ analfabetismo e que nos últimos quarenta anos tenta recuperar o tempo perdido através de um modelo de ensino aprendizagem dominado pelo método expositivo, é complicado fazer compreender e aceitar pela população a filosofia do balanço de competências.
Em 1992 o ensino profissional era encarado como o refúgio dos incapazes. Caracterizado por uma forte componente tecnológica e pela utilização de metodologias mais práticas nas áreas científica e socio-cultural, só tardiamente começou a ser aceite em Portugal, com grande atraso relativamente aos outros países europeus. As notícias recentes parecem alterar o paradigma…
O ritmo de mudança social exige competências cada vez mais vastas e em constante adaptação, como forma de resposta às necessidades de um mercado em mutação. Tendo em conta a contextualização histórica, o balanço de competências surge como resposta à necessidade sentida por alguns países de reconhecer os saberes adquiridos, encurtando os percursos de formação subsequentes e respondendo assim aos maiores níveis de qualificação exigidos por novos empregos, novos desafios.
Num País com baixos níveis de escolarização, elevado número de desempregados, integrado numa União Europeia em que é quase sempre o “último do pelotão” a iniciativa Novas Oportunidades surge como a resposta adequada..
Acima de tudo, quer no eixo Jovens, quer no eixo adultos, o desenvolvimento de um Pais e o aumento da competitividade dependem da aposta no reforço das competências técnicas apoiadas pelas competência relacionais, pela melhoria das competências de literacia e de informática, pela maior disponibilidade para a aprendizagem, pelo aumento da responsabilidade, da confiança e da eficiência. Quando conseguirmos fazer renascer a consciência e o espírito crítico estaremos finalmente no bom caminho!!!
No final de mais uma candidatura, temos o sentimento de “dever cumprido”, da qualidade do trabalho desenvolvido, de realização ao ver candidatos motivados e com vontade de aprender mais
O CNO ACIFF pretende constituir-se, dentro da sua área de intervenção (Nut III Baixo Mondego), porta de entrada para o sistema de Educação e Formação de adultos, permitindo o acesso às várias modalidades a uma população com baixos índices de escolarização/ qualificação.
Tendo em conta a sua natureza empresarial, apostará no aumento da qualificação dos activos das empresas, privilegiando a ligação educação /formação e o mundo do trabalho.
Apostando na aprendizagem, inovação e reconversão profissional reforçará as parcerias com as empresas e outros actores sociais (trabalho em rede).
Não obstante o seu carácter empresarial, assegurará sempre mecanismos de promoção da igualdade do género e da melhoria do acesso ao emprego a outros públicos (nomeadamente os menos favorecidos) contribuindo para a sua integração no mercado de trabalho, procurando garantir-lhes um acompanhamento individualizado, norteado pela necessidade da procura de soluções adequadas às características individuais e à (re)integração no mercado de trabalho.
A toda a equipa que tem permitido concretizar estes objectivos, o meu sincero “Obrigada”
Maria Olímpia Paixão
Coordenadora

Outras Noticias

LINHA CAPITALIZAR 2018

2018-07-11

Lançada pelo Ministério da Economia, a 11 de julho de 2018, a Linha de Crédito Capitalizar 2018 tem uma dotação de 1.600 milhões de euros, distribuídos por um conjunto de instrumentos financeiros dirigidos maioritariamente a PME.

Com montantes de financiamento entre 50 mil e 2 milhões de euros por empresa e prazos que variam entre 3 e 10 anos, a Linha de Crédito Capitalizar 2018 está disponível nos balcões dos bancos aderentes e está estruturada em linhas de crédito específicas:


Linha “Micro e Pequenas Empresas”

Dotação: 450 milhões de euros
Objetivo: melhorar as condições e facilitar o acesso ao crédito às Micro e Pequenas Empresas

Linha “Indústria 4.0 – Apoio à Digitalização”

Dotação: 100 milhões de euros
Objetivo: melhorar e facilitar o acesso ao crédito às empresas que desenvolvam, produzam ou invistam em soluções tecnológicas no âmbito da Indústria 4.0 – Apoio à Digitalização

Linha “Fundo de Maneio”

Dotação: 700 milhões de euros
Objetivo: complementar à Linha IFD (que tem restrições ao financiamento de Fundo de Maneio)

Linha “Plafond de Tesouraria”

Dotação: 150 milhões de euros
Objetivo: Induzir a oferta de crédito na modalidade de plafond de crédito em sistema de revolving conferindo maior flexibilidade à gestão de tesouraria

Linha “Investimento Geral”

Dotação: 100 milhões de euros
Objetivo: financiamento de investimentos: Regiões de Lisboa e Algarve; Não PME e CAE's fora da Linha Capitalizar

Linha “Investimento Projetos 2020”

Dotação: 100 milhões de euros
Objetivo: complementar à Linha IFD 2016 para despesas de investimentos em projetos 2020

Consulte toda a informação no documento de divulgação da Linha de Crédito Capitalizar 2018.

Passatempo de Montras dos Santos Populares já tem vencedores

2018-06-29

O passatempo de montras promovido pela Associação Comercial e Industrial da Figueira da Foz (ACIFF) sobre o tema “Os Santos Populares no Comércio da Figueira da Foz” contou com a participação de 37 estabelecimentos comerciais, localizados nas principais artérias entre a baixa da cidade e o bairro novo.

Após a visita do júri aos estabelecimentos a 20 e 21 de junho o primeiro lugar foi atribuído à montra da loja de criança “Miúdos Giros”, localizada na rua da República, n.º 252.

Em segundo lugar ficou a loja “Diamante Azul”, na rua 5 de Outubro, n.º 16.

O terceiro lugar foi atribuído em simultâneo à “República - Loja Colaborativa”, na rua da República, n.º 67 e à Casa Tinoco, na rua Cândido dos Reis, n.º 19.

Os prémios são oferecidos pelo jornal Diário de Coimbra parceiro e patrocinador desta iniciativa.

Estas e outras informações sobre o passatempo podem ser consultadas aqui no site ou no Facebook da ACIFF.

Relembramos que a concurso estavam também:

Lojas Foto Braga (fotografia) - Largo Maria Jarra, n.º 16 - Buarcos e Rua Maestro David Sousa, 64

A Pharmácia - Rua da Liberdade, nº 96, r/c

Centro Optico Sotto Mayor - Rua Maestro David Sousa, n.º 72

GAPA Moda e Acessórios - Rua Bernardo Lopes, n.º 78

Milano (moda e acessorios senhora) - Rua Bernardo Lopes, n.º 121

Alldresscode (moda homem e senhora) - Rua Bernardo Lopes, 97-99

Cosy Little Things (decoração e souvenires) - Rua Dr. Calado, n.º 38 r/ch

Farmacia Gaspar -Rua da Liberdade, nº 45

Goldenart - Rua Cândido dos Reis n.º 79

Ideias à Medida -Rua Cândido dos Reis, 22

Ourivesaria Lontro - Passeio Infante D. Henrique, n.º 27

POP - Produtos Originais Portugueses (produtos tipicos - Mercado Municipal Engº Silva, loja 17, Passeio Infante D. Henrique

Paulucha Sapataria - Passeio Infante D. Henrique, n.º 40

Casa Garcia - Rua 5 de outubro, n.º 26 e Rua da República, n.º 282

Sapatarias Quaresma (sapataria) - Rua 5 de Outubro, n.º 18

BELLAGIO 81 COSMETICI LDA - Rua 5 Outubro, n.º 17

Salgueiro e C.ª - Rua 5 Outubro, n.º 11

VAZ- Joalheiros - Rua 5 de Outubro, nº 9

Primoptica Marina (optica, relojoaria e ourivesaria) - Rua 5 de Outubro, n.º 4

Roupa Nova - Largo do Carvão, n.º 14

Casa da Moldura - Largo Luis de Camões, n.º 5

Drogaria Mondego - Largo Luis de Camões, n.º 10

Kourus Sapataria (sapataria) - Rua da República, n.º 278

CSE Cosméticos - Rua da Republica, n.º 215

Primoptica (optica) - Rua da República, n.º 211

Tenda Retrosaria - Rua da República, n.º 216

Carlin - Rua da República, n.º 187

Cambraia Modas - Rua da República, n.º 178

Manuel Mendes Decorações - Rua da República, nº 110

Requinte Retrosaria - Rua da República, n.º 47

Vitórias (moda homem e senhora) Av. Saraiva de Carvalho (junto à BP)

A ACIFF agradece a todos os lojistas que aceitaram o desafio lançado pela associação.

Economia do Mar e TICE: Que negócios?

2018-06-21

A ACIFF convida todos os interessados a participar no Roadmap para a Economia do Mar e TICE: Que negócios?, que decorrerá no próximo dia 27 de junho, entre as 15:00 e as 17:30, na Incubadora de Empresas da Figueira da Foz.

Nesta sessão irão conhecer-se casos de estudo da Economia do Mar relevantes para as empresas, expandir rede de contactos e contribuir para a discussão e definição de ações concretas, através de mesas-redondas com a participação de empresários, investigadores e empreendedores.

Também nesta sessão que será apresentado o Concurso de Ideias de Negócio do projeto Platicemar, cujo período de candidaturas já decorre desde 15 de junho e prolonga-se até 2 de Setembro de 2018.
Este concurso visa promover o empreendedorismo e a inovação e estimular o desenvolvimento de conceitos de negócio com base na aplicação das TICE em setores emergentes da Economia do Mar, capacitando iniciativas empresariais e fomentando a concretização de startups.

Este evento está enquadrado no projeto PlaticeMar, promovido pela Inova-Ria, Fórum Oceano, ACIFF, NERLEI e Sines Tecnopolo.

Mais informação sobre o projeto em www.platicemar.pt

As inscrições gratuitas feitas para o link: http://bit.ly/2lmCsGF

Os Santos Populares no Comércio da Figueira da Foz

2018-06-19

Este foi o tema lançado para o passatempo de montras que a Associação Comercial e Industrial da Figueira da Foz está a levar a cabo, nos estabelecimentos comerciais da designada zona urbana.

O desafio proposto implicava a decoração das montras a preceito, neste que é o mês do Santos Populares.

Até 29 de junho são 36 os estabelecimentos que aceitaram o desafio e têm as suas montras vestidas a rigor, com a particularidade de a decoração incluir jornal pois, os prémios são oferecidos pelo jornal Diário de Coimbra.

O júri é composto por representantes da direção da ACIFF, do Diário de Coimbra e formadora da área de decoração e vitrinismo que irão avaliar nos próximos dias os seguintes estabelecimentos:

1 - A Pharmácia - Cafetaria e Salão de Chá - Rua da Liberdade, n.º 96, r/c

2 - Alldresscode - (moda homem e senhora) - Rua Bernardo Lopes, n.º 97

3 - BELLAGIO 81 (Cosmética, bijuteria e acessórios) - Rua 5 Outubro, n.º 17

4 - Cambraia Modas (tecidos) - Rua da República, n.º 178

5 - Carlin (papelaria) - Rua da República, n.º 187

6 - Casa da Moldura (molduras) - Largo Luis de Camões, n.º 5

7 - Casa Garcia (moda homem e senhora) - Rua da República, n.º 282

8 -Casa Garcia (moda homem e senhora) - Rua 5 de outubro, n.º 26

9 - Casa Tinoco (decoração) - Rua Cândido dos Reis, n.º 19

10 - Centro Optico Sotto Mayo (optica) - Rua Maestro David Sousa, n.º 72

11 - Cosy Little Things - (decoração e souvenires) - Rua Dr. Calado, n.º 38 r/ch

12 - CSE Cosméticos -(produtos cabeleireiro e cosmética) - Rua da Republica, n.º 215

13 - Diamante Azul (decoração) - Rua 5 Outubro, n.º 16

14 - Farmacia Gaspar - Rua da Liberdade, nº 45

15 - GAPA Moda e Acessórios - Rua Bernardo Lopes, n.º 78

16 - Goldenart (moda e acessórios) - Rua Cândido dos Reis, n.º 79

17 - Ideias à Medida (costura, retrosaria) - Rua Cândido dos Reis, 22

18 - Kourus Sapataria - Rua da República, n.º 278

19 - Lojas Foto Braga (fotografia) - Largo Maria Jarra, n.º 16 - Buarcos

20 - Lojas Foto Braga(fotografia) - Rua Maestro David Sousa, n.º 64

21 - Manuel Mendes Decorações (tapeçaria) - Rua da República, nº 110

22 - Milano (moda e acessórios senhora) - Rua Bernardo Lopes, n.º 121

23 - Miúdos Giros (moda criança) - Rua da República, n.º 252

24 - Drogaria Mondego - Largo Luis de Camões, n.º 10

25 - Ourivesaria Lontro - Passeio Infante D. Henrique, n.º 27

26 - Paulucha Sapataria - Passeio Infante D. Henrique, n.º 40

27 - POP - Produtos Originais Portugueses (produtos típicos) - Mercado Municipal Engº Silva, loja 17, Passeio Infante D. Henrique

28 - Primoptica (optica) - Rua da República, n.º 211

29 - Primoptica Marina (optica, relojoaria e ourivesaria) - Rua 5 de Outubro, n.º 4

30 - Republica - Loja Colaborativa - Rua da República, n.º 67

31 - Requinte Retrosaria - Rua da República, n.º 47

32 - Roupa Nova, pronto a vestir - Largo do Carvão, n.º 14

33 - Salgueiro e C.ª (atoalhados) - Rua 5 Outubro, n.º 11

34 Sapatarias Quaresma (sapataria) - Rua 5 de Outubro, n.º 18

35 - Tenda Retrosaria - Rua da República, n.º 216

36- VAZ- Joalheiros - Rua 5 de Outubro, nº 9

37 - Vitórias (moda homem e senhora) -Av. Saraiva de Carvalho (junto à BP)

A avaliação irá incidir sobre originalidade e criatividade; harmonia do espaço e ocupação equilibrada do espaço; iluminação e conciliação do jornal com os produtos expostos.

Os premiados serão as três montras que obtenham melhor pontuação do júri, sendo a classificação de primeiro, segundo e terceiro lugar, respetivamente.

A ACIFF agradece a todos os lojistas que aceitaram o desafio lançado pela associação.